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Seminario caio e Carine

qua, 24 abr 2019

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Debates e discussões sobre temas relevantes e atuais nas áreas de Química Medicinal, Biodiversidade e Planejamento de Fármacos

Coordenação: Prof. Adriano D. Andricopulo

Uma iniciativa do Laboratório de Química Medicinal e Computacional (LQMC) e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar-Cepid/FAPESP), do Instituto de Física de São Carlos da USP


 

25/04 – 14:00   Instituto de Física de São Carlos – Campus 2 – Sala 213

 

Seminario Caio Vinicius dos Reis

 

Dr. Caio Vinicius dos Reis

CQMED/SGC-Unicamp

Ciência Aberta para a Descoberta de Novas Terapias contra Leishmaniose Visceral

 

A leishmaniose visceral é causada por protozoários tripanossomatídeos do gênero Leishmania e transmitida pela picada de moscas da subfamília Phlebotominae. Tratamentos atuais para a doença não são satisfatórios e novas alternativas terapêuticas se fazem necessárias. O laboratório do Structural Genomics Consortium na UNICAMP (SGCUNICAMP) iniciou um programa de desenvolvimento de pequenas moléculas para validar aminoacil tRNA sintetases (AaRS) como alvos terapêuticos para leishmaniose visceral. Nesse seminário, será apresentado o nosso programa de desenvolvimento de inibidores baseado na estrutura para AaRS de L. infantum.


 

25/04 – 14:30   Instituto de Física de São Carlos – Campus 2 – Sala 213

Seminario Carine Cristiane Drewes

 

Dra. Carine Cristiane Drewes

Eurofarma – Desenvolvimento Pré-Clínico

Eurofarma Laboratórios: A PreClinical Development Department in a Brazilian Pharmaceutical Company

 

Eurofarma is a Brazilian pharmaceutical company which has a wide initiative in the P&D field. This initiative includes innovation on similar and generic medicine, incremental innovation, radical innovation via partnerships and proprietary radical innovation. The proprietary radical innovation is a new business strategy for the company and this topic will be addressed during the meeting.


 

 

Vanderlan premio SBQ figura

sex, 22 mar 2019

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Primeira ação do recém-estabelecido Núcleo Mulheres SBQ vai premiar mulheres por suas contribuições à química.

A SBQ acaba de criar seu primeiro prêmio dedicado a reconhecer o trabalho de mulheres que se destacam na química e/ou no fortalecimento da Sociedade. O Prêmio Vanderlan da Silva Bolzani será conferido pela primeira vez na 42ª Reunião Anual (de 27 a 30 de maio, em Joinville), e foi instituído pelo recém-criado Núcleo Mulheres SBQ. “A SBQ já vinha organizando atividades voltadas para o papel feminino na ciência, na química e no País. Na IUPAC 2017 e em Foz 2018, demos destaques a esse tema e tivemos um grande sucesso de público, então vimos que a Sociedade estava sensível a isso, um problema real nosso”, declara a professora Rossimiriam Freitas (UFMG), vice-presidente da SBQ e uma das coordenadoras do Núcleo. “Agora com o Núcleo Mulheres SBQ, vamos estimular debates, ressaltar o trabalho das mulheres e colocar as lideranças femininas em evidência. É preciso dar exemplo e inspirar as mais jovens.”

A primeira ação do Núcleo de Mulheres foi justamente criar o Prêmio Vanderlan Bolzani. “A SBQ já tem cinco prêmios com nomes de ex-presidentes: Simão Mathias, Ângelo da Cunha Pinto, Fernando Galembeck, Hans Viertler e Jaílson Bittencourt de Andrade. A Vanderlan facilitou e ainda facilita o caminho de todas nós. Nada mais justo que o prêmio leve seu nome”, ressalta Rossimiriam.

“Estou surpresa, envaidecida, e extremamente emocionada”, afirma a professora Vanderlan. Querida pelos alunos, admirada pelos seus pares, respeitada em todo o planeta pela qualidade do seu trabalho, suas atividades em prol da Química e em defesa da mulher na ciência, essa jovem paraibana de Santa Rita se aproxima dos 70 anos em plena atividade. Além das aulas na graduação e na pós no Instituto de Química da Unesp, em Araraquara, Vanderlan coordena diversos grupos e atividades em pesquisa científica, participa de algumas sociedades científicas, como a SBPC, da qual é vice-presidente, é membro do conselho superior da FAPESP, dá em média duas conferências por mês no Brasil e no exterior, e ainda encontra tempo para a família e os amigos.

“Acho que minha trajetória é um composto de fazer o que gosto e persistir”, reflete a professora. “Teve uma época que eu não conseguia fazer muita coisa. Quando eu era uma professora recém-formada, com duas crianças pequenas para cuidar, meu marido teve um avc isquêmico, e ficou com deficiência de mobilidade. Muitas vezes levei as crianças para sala de aula, e elas ficavam quietinhas enquanto eu trabalhava. Minha carreira começou a deslanchar aos 45 anos”, conta.

Com uma paixão por produtos naturais que herdou de sua avó índia – “nós brincávamos com pigmentos naturais do pé de açafrão do sítio da Vó” – , Vanderlan cursou dois anos de medicina, antes de perceber que o caminho era outro. “Com apoio de meus pais, tranquei a matrícula e fui fazer farmácia, quando fiquei encantada pelas cadeiras de orgânica e analítica. Mergulhei na química de fato quando vim para São Paulo, com uma mão na frente e outra atrás, para fazer meu mestrado. Eu não tinha certeza do que iria fazer, quando conheci o professor Otto Gottlieb.”

Assim como Marden Alvarenga, Gottlieb foi um nome fundamental na carreira da professora Vanderlan. “Eles me deram muita segurança e apoio para minha iniciação na pesquisa”, afirma. Hoje, a professora às vezes dorme quatro horas por noite para dedicar-se aos muitos projetos. “Sou muito elétrica e de bem com a vida. Além do trabalho, faço questão de estar muito presente com meus netinhos, que adoram museus, e meus alunos e amigos em mesas de bar, um ótimo lugar para se discutir ciência”, revela.

Vanderlan é sócia antiga da SBQ, que presidiu de 2006 a 2010. Atualmente desenvolve pesquisa em química de produtos naturais com ênfase para a busca de substâncias bioativas, metabólitos secundários e peptídeos, metabolômica e química medicinal de produtos naturais. Coordena o INCT BioNat e é Vice-Coordenadora do CEPID-FAPESP CIBFar. É membro da IUPAC e tem relações com dezenas de sociedades científicas e universidades fora do Brasil. Tem 267 artigos publicados, com índice h=34 e 4.516 citações, além de um livro e quatro patentes. Participa do corpo editorial de diversas publicações científicas de alto impacto e possui dezenas de prêmios nacionais e internacionais.

“Sempre fui muito estudiosa – e levada. Minha mãe queria que eu brincasse com as meninas, mas eu queria brincar com os meninos; achava bolinha de gude muito interessante. Agora eu quero escrever um livro de poemas.”

Texto: Mario Henrique Viana (Assessoria de Imprensa da SBQ)


 

Texto original :   http://boletim.sbq.org.br/noticias/2019/n3373.php