Notícias

Pint of Science 2018 port

qui, 26 abr 2018

Publicado por

O que é o Pint of Science?

Basicamente é um bate-papo aberto e informal sobre tópicos científicos, que acontece anualmente em vários bares e restaurantes de mais de 50 cidades brasileiras. Docentes e pesquisadores de várias áreas científicas conversam com o público em geral e respondem a questões que tem influência no cotidiano das pessoas.

A ideia é aproximar os pesquisadores e especialistas das mais variadas áreas do conhecimento humano com a população local, para discutir sem formalidades de forma acessível e divertida aqueles temas que são relevantes para todos, por exemplo: desenvolvimento de fármacos, doenças negligenciadas, astronomia, inteligência artificial, funcionamento do cérebro, economia criativa, alimentação e saúde, fake news, efeito estufa, etc.

 

Como surgiu o Pint of Science?

Em 2012, dois pesquisadores do Imperial College London, Michael Motskin e Praveen Paul, organizaram um evento chamado Encontro com Pesquisadores. Nesse encontro, várias pessoas com Alzheimer, Mal de Parkinson, doenças neuromusculares e esclerose múltipla foram convidadas para conhecer os laboratórios dos cientistas e ver de perto e na prática o tipo de pesquisa que realizavam. A experiência foi tão inspiradora que a dupla Michael Motskin e Praveen Paul decidiram propor um evento em que os pesquisadores pudessem deixar os laboratórios das universidades e institutos de pesquisa para conversar diretamente com as pessoas, desta forma em maio de 2013, surgiu o primeiro Pint of Science.

O evento, então de espalhou rapidamente pelo mundo e em 2018 chegou a 21 países – e a meta é ampliá-lo cada vez mais. “Quero levar o Pint of Science para todas as cidades do mundo e comunicar a ciência como ela é: divertida, fascinante e inspiradora”, diz Motskin.

 

Como o festival Pint of Science chegou ao Brasil?

O Pint of Science foi trazido para o Brasil pela jornalista Denise Casatti, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação – ICMC da USP de São Carlos, e ocorreu pela primeira vez no país em 2015.
O festival deu tão certo que muitas pessoas se interessaram em levar o evento para suas cidades e, em 2016, Belo Horizonte, Campinas, Dourados, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo também tiveram bate-papos com cientistas.
As conversas nos bares e restaurantes continuaram repercutindo e, em 2017, o número de municípios participantes subiu para 22: Araraquara, Belo Horizonte, Botucatu, Blumenau, Brasília, Campinas, Curitiba, Dourados, Florianópolis, Goiânia, Natal, Piracicaba, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Caetano do Sul, São Carlos, São Paulo, Sorocaba e Teresina fizeram brindes à ciência com um cardápio para todos os gostos.
Neste ano em 2018, o total de cidades aumentou, com representantes de todas as regiões do país, e mais temas serão abordados. O que não muda é que os coordenadores e cientistas participantes do festival não recebem remuneração – a ideia é compartilhar e debater o conhececimento de forma voluntária – e os bares e restaurantes que cedem seu espaço não cobram entrada. O público paga apenas o que consumir.

 

Quando será o festival Pint of Science deste ano?

A edição deste ano do Pint of Science acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de maio de 2018, às 19h30, e pela primeira vez, será realizado em bares e restaurantes de todas as regiões do país.

O Pint Of Science é um evento gratuito, sem a necessidade de inscrições prévias pelos interessados. As vagas são limitadas, de acordo com a capacidade de cada bar participante.

As despesas no local são de responsabilidade dos participantes.

 

Festival Pint of Science  em Campinas

Na cidade de Campinas, 6 bares receberão o Festival:  Lado B (Barão Geraldo), Alzirão Empório e Bar (Barão Geraldo), Da Vinci Bar (Cambuí), Vila das Brejas (Barão Geraldo), The Lord’s Pub (Cambuí), e Tonico’s Boteco (Centro).

Profa Vanderlan

 

Com a participação da Profa. Vanderlan da Silva Bolzani conversando sobre a Biodiversidade Brasileira no dia 14/maio – 19h30 às 21h00, no Alzirão Empório e Bar (Barão Geraldo) em “Quimica & Universo”.

 

 

 

Prof Luiz Carlos Dias Pint
Sendo o coordenador de Campinas o Prof. Luiz Carlos Dias.

 

 

 

 


 

Mais informações: https://pintofscience.com.br/

ou nas redes sociais:  http://www.facebook.com/pintofscience  e  http://www.instagram.com/pintofsciencebr

 

prof-Luiz-Carlos-Dias-41a-RA-SBQ1

sex, 16 fev 2018

Publicado por

Professor da Unicamp fará conferência sobre sua pesquisa com doenças negligenciadas, como malária, Chagas e leishmanioses na 41ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química.

O caminho de transformar uma molécula em um medicamento é longo, cheio de barreiras, e requer uma boa dose de disciplina e seriedade. É assim, com dedicação intensa e cercado de cientistas competentes, que o professor Luiz Carlos Dias (Unicamp) desenvolve um dos trabalhos mais importantes na química medicinal no Brasil. Ele coordena o Laboratório de Química Orgânica Sintética (LQOS), onde conduz linhas de pesquisa visando à síntese total de produtos naturais com atividade farmacológica pronunciada e metodologias sintéticas. Seu objetivo é chegar a fármacos eficazes contra doenças parasitárias tropicais negligenciadas pela indústria farmacêutica, como malária, doença de Chagas e leishmanioses. Na 41ª Reunião Anual da SBQ, que será realizada de 21 a 24 de maio, em Foz do Iguaçu, Dias fará conferência sobre a evolução de seus projetos com a Medicines for Malaria Venture (www.mmv.org) e a Drugs for Neglected Diseases initiative (www.dndi.org), organismos internacionais de combate a doenças negligenciadas.

Prof-Luiz-Carlos-150x150

 

 

 

Professor Luiz Carlos Dias (Unicamp): “As pessoas não têm uma percepção clara sobre a contribuição da ciência para a vida neste planeta. Precisamos trabalhar no sentido de diminuir a alienação da sociedade com relação à ciência e à tecnologia.”

 

 

 

“As perspectivas são excelentes, e temos resultados muito promissores, principalmente com a malária”, conta Dias. “Estamos aumentando o grupo com mais pós-docs, o nosso network, com a participação de mais instituições e empresas, e temos adquirido mais conhecimento sobre essa atividade de descoberta de fármacos, algo inédito no Brasil.” No LQOS, Dias e sua equipe recebem moléculas, projetam as rotas de síntese e modificações químicas, executam a síntese em si e realizam testes – no Brasil e no exterior – , para que essas moléculas venham a ser testadas em humanos. “Não basta você ter uma ótima atividade contra os parasitas in vitro. Nós temos moléculas que matam os parasitas causadores da malária e da doença de Chagas rapidamente, mas paramos de trabalhar com elas porque perderam atividade contra cepas resistentes, ou porque inibem canais hERG, interagem com quinases humanas, apresentam problemas de solubilidade, são inibidoras de CYP51, apresentam baixa estabilidade metabólica, alto clearance, toxicidade, ou baixo perfil farmacocinético e farmacodinâmico”, explica.

Para o diretor da Divisão de Química Medicinal da SBQ, Rafael Guido (IFSC-USP), a conferência será muito atrativa para os pesquisadores brasileiros, pois o professor Dias tem casos de sucesso para compartilhar. “Acompanho o trabalho do professor Dias e sua equipe, e eles fizeram progressos significativos na área de descoberta de compostos ativos para as doenças parasitárias nos últimos três anos”, declara.

Dias tem sido um dos mais ativos químicos nas redes sociais na defesa da ciência na questão da fosfoetanolamina sintética, que ganhou fama como a “pílula do câncer”, e que vem sendo vendida pela internet como suplemento alimentar e usada por pessoas na tentativa de tratar a doença. Com sua equipe, Dias realizou análise química e caracterização da substância em duas oportunidades diferentes (veja edições 1217 e 1285 do Boletim Eletrônico SBQ) e demonstrou diversas diferenças entre o que a mistura continha e o que era alegado que ela continha. “Este caso é típico da falta de conhecimento científico básico da população”, reflete o professor. “Nossos parlamentares e assessores necessitam urgentemente ser informados sobre temas de ciência e tecnologia, para evitar absurdos como esse.”

Formado na UFSC, doutor pela Unicamp, com pós-doutorado em Harvard, Dias tem 108 artigos publicados, com mais de 2.800 citações e índice H 30 pelo Web of Science. É professor titular da Unicamp onde iniciou suas atividades como docente em 1992. Orientou 26 alunos de mestrado, 16 de doutorado, 28 de iniciação científica e supervisionou 20 pós-doutorandos e 3 estagiários. Em 2008, teve seu laboratório credenciado pela Organização Mundial da Saúde (WHO) como centro de referência mundial para síntese de compostos para tratamento da Doença de Chagas.

Além da conferência de Dias, a Divisão de Química Medicinal realizará na 41ª RASBQ as seguintes atividades: Workshop de Química Orgânica e Medicinal “Da Academia até a Iniciativa Privada”, a sessão temática “A Química da vida: da célula ao reator”, e o minicurso Planejamento de fármacos.

Texto: Mario Henrique Viana (Assessor de Imprensa da SBQ)

Fonte: Boletim da Sociedade Brasileira de Química 1305 de 15/02/2018

Mais informações: http://boletim.sbq.org.br/noticias/2018/n3137.php